Equipe da Escola Sesi de Naviraí embarca para torneio internacional de robótica no México


Delegação sul-mato-grossense representa o Brasil na categoria FIRST Tech Challenge após destaque nacional no Festival Sesi de Educação, em SP

A equipe Tech Vikings, da Escola Sesi de Naviraí, embarcou na última segunda-feira (20/07) para a Cidade do México, onde representará Mato Grosso do Sul e o Brasil no Mexico Premier Event, um dos principais torneios internacionais de robótica educacional da categoria FIRST Tech Challenge (FTC). A competição será realizada entre os dias 23 e 25 de julho, reunindo dezenas de equipes de diferentes países.

A delegação é formada por 10 estudantes do ensino fundamental e médio e dois professores. O retorno ao Brasil está programado para o dia 27 de julho.

A classificação para o torneio internacional foi conquistada durante o 8º Festival Sesi de Educação 2025–2026, realizado em março, em São Paulo. Na ocasião, a equipe de Naviraí ficou entre as 13 melhores equipes da competição, garantindo a vaga para representar o País no México.

Para o superintendente regional do Sesi, Régis Borges, a participação internacional é resultado de um processo formativo que vai muito além das disputas em arena.

“A viagem representa o resultado de uma longa preparação, que durou quase um ano. O robô na arena é a parte mais visível desse trabalho, mas é importante destacar que o projeto requer dos alunos planejamento, comunicação, divisão de responsabilidades e busca conjunta por soluções para desafios reais. Esse é o grande diferencial da robótica educacional. Nossos alunos saem da escola mais preparados para o mundo do trabalho”, destacou.

Na modalidade FTC, os estudantes desenvolvem robôs de até 19 quilos utilizando peças reutilizáveis, tecnologia baseada em Android e diferentes níveis de programação, incluindo CAD, Java e Blocks. Além da construção e programação, as equipes elaboram um portfólio de engenharia para documentar o funcionamento dos projetos e apresentam iniciativas de impacto social desenvolvidas nas comunidades onde atuam.

Experiência que transforma vidas

Integrante da equipe há três anos, a estudante Sarah Santelli Martinez Nunes, do 3º ano do ensino médio, é responsável pela área de CAD, ferramenta utilizada para projetar virtualmente o robô antes da montagem física.

Segundo ela, a oportunidade de disputar uma competição internacional é resultado do empenho coletivo da equipe.

“A gente está um pouco nervoso, mas também estamos confiantes, porque trabalhamos bastante para chegar até aqui. Nos esforçamos muito e acreditamos que todo esse trabalho vai gerar frutos. Estamos ansiosos para mostrar tudo o que fizemos e dar o nosso melhor lá”, afirmou.

Sarah destaca ainda que a robótica proporcionou aprendizados que levará para toda a vida.

“Uma das coisas mais importantes que aprendi foi o trabalho em equipe. A robótica me ajudou a desenvolver habilidades para lidar com pessoas e organizar tarefas, algo que vai me ajudar muito no futuro”, completou.

A estudante Mariana Vitória da Silva Lopes, do 1º ano do ensino médio e responsável pela área de marketing da equipe, afirma que a viagem internacional representa a realização de um sonho.

“Representar Naviraí, o Sesi e o Brasil em uma competição internacional é um sonho. Estamos com uma expectativa muito boa porque tivemos um excelente resultado no nacional, evoluímos o robô e aprimoramos nosso projeto como um todo”, ressaltou.

Além da parte técnica, a equipe levará ao México projetos sociais desenvolvidos ao longo do ano. Entre as iniciativas estão o Viking Connection, que incentiva o ingresso de estudantes mais jovens na robótica; o Vikings Lab, voltado para escolas públicas de Naviraí; e ações realizadas junto ao Lar da Criança, promovendo o acesso à tecnologia e à inovação para crianças da comunidade.

Formação para o futuro

Para o professor Fernando Luiz Gonçalves, um dos mentores da equipe, a robótica complementa o aprendizado em sala de aula ao desenvolver competências técnicas e socioemocionais essenciais para o futuro profissional dos estudantes.

“Na robótica eles conseguem desenvolver habilidades que muitas vezes não seriam trabalhadas apenas na sala de aula. É um complemento para a formação deles, especialmente em resolução de problemas, raciocínio lógico, trabalho em equipe e inteligência emocional. Tudo isso contribui para formar jovens mais preparados para os desafios do mercado de trabalho”, explicou.

A participação da Tech Vikings reforça o compromisso da Escola Sesi com uma educação conectada à inovação, à tecnologia e ao desenvolvimento de competências alinhadas às demandas da indústria e da sociedade contemporânea.






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